A Divina Liturgia

dos Presantificados

O sacerdote e o diácono fazem três reverencias diante do altar, dizendo somente, Deus, purifica-me a mim pecador e tem piedade de mim. Beijam o Livro dos Evangelhos, o altar e a cruz. O diácono, ao receber a benção do sacerdote, sai e estando em seu lugar de costume, exclama:

Diácono: Abençoa, Mestre.

O sacerdote, diante do altar, no santuário, eleva o livro dos Evangelhos e exclama: Bendito e Glorificado seja o Reino do Pai, do Filho e do Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos.

Coro: Amém.

Leitor: Vinde, adoremos e prostremo-nos diante de Deus, nosso Rei.

Vinde, adoremos e prostremo-nos diante de Cristo, nosso Rei e nosso Deus.

Vinde, adoremos e prostremo-nos diante de Cristo, nosso Rei e nosso Deus.

Salmo 104

Bendiz, ó minha alma, ao Senhor! Senhor, seu Deus, Tu és infinitamente grande! De majestade e esplendor Tu Te revestes, envolvido de luz como de um manto. Tu, estendes os Céus como uma tenda, Tu fixas sobre as águas a Tua morada. Fazendo das nuvens o Teu carro, Tu caminhas sobre as asas do vento. Tu fazes dos ventos Teus mensageiros e de Teus servidores chamas de fogo. Tu fixas a terra sobre os seus fundamentos, inabalável pelos séculos dos séculos. Do abismo Tu a cobres como de um manto, sobre as montanhas se fixavam as águas. A Tua ameaça elas fugiram, à voz do Teu trovão elas estremecem. Elas sobem as montanhas, elas descem os vales, em direção ao lugar que Tu lhes fixaste. Tu fixaste-lhes um limite a não ultrapassar, para que não voltem a cobrir a terra. Tu nos vales fizeste brotar as nascentes, que serpenteiam por entre as montanhas. Elas matam a sede a todos os animais do campo, os jumentos monteses, cheios de sede, as esperam. A ave dos céus habita junto delas, cantando entre as ramagens. Da Tua alta morada Tu regas as montanhas, a terra se sacia com o fruto das Tuas obras. Tu fazes crescer a erva para os animais, e as plantas úteis ao homem, Para que da terra ele possa extrair seu sustento, e o vinho que alegra seu coração, Para que o óleo lhe faça brilhar o rosto, e o pão lhe sustente as forças. As arvores do Senhor são cheias da Vida, bem como os cedros do Líbano que Ele plantou. Neles fazem as aves os seus ninhos, e nos ciprestes a cegonha tem a sua morada. Os altos montes dão abrigo às cabras monteses, e os rochedos aos coelhos. Tu fizeste a Lua para indicar as estações, e o Sol conhece o seu ocaso. Tu ordenas que haja trevas, faz-se noite, durante a qual saem todos os animais da selva, Os leôezinhos bramam pela presa e pedem a Deus o seu sustento, Nasce o Sol e logo se recolhem, indo-se deitar em seus covis. Então sai o homem para a sua lida, e trabalha até ao entardecer. Ó Senhor, quão harmoniosas são as Tuas obras! Feitas, todas, com sabedoria: a terra está repleta das Tuas riquezas. Eis o mar, imenso e vasto onde se movem, sem conta, animais pequenos e grandes, Onde navegam as naus e Levitã que formaste para dele fazeres troça. Todos esses seres esperam de Ti que lhes dês, a seu tempo, o sustento. Tu lho dás e eles o recolhem, Tu abres a mão e eles se saciam. Se escondes a Tua face, eles ficam perturbados, se Tu lhes retiras o hálito vital, eles morrem, e voltam ao pó donde saíram. Tu envias o Teu Espírito, e eles são criados, e renovas a face da terra. A glória do Senhor permaneça para sempre, alegre-Se o Senhor em Suas obras. Ele olha a Terra, ela treme, toca as montanhas, elas fumegam. Cantarei ao Senhor, enquanto viver, cantarei louvores ao meu Deus, enquanto existir Possam as minhas palavras ser-Lhe agradáveis, a minha única alegria está no Senhor! Que o pecado desapareça da terra e seja exterminada a iniquidade. Bendiz, ó minha alma, ao Senhor! Tu ordenas que haja trevas, faz-se noite, e o Sol conhece o seu ocaso, Ó Senhor, quão harmoniosas são as Tuas obras! Feitas, todas, com sabedoria! Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! Aleluia! Aleluia! Aleluia! Glória a Ti, ó Deus! três vezes.

O sacerdote, diante das portas reais, cabeça descoberta, recita as Orações de Luz, das Vésperas, começando pela Quarta Oração. As outras três se recitam depois das litanias.

Quarta Oração

Senhor, a Quem celebram os hinos incessantes e os cânticos de glória contínuos dos Poderes celestes, enche os nossos lábios do Teu louvor para que enalteçamos o Teu Santo Nome e faz-nos participar na herança eterna com todos aqueles que Te temem na verdade e guardam os Teus mandamentos, pelas orações da Santa Mãe de Deus e de todos os Santos.

Pois a Ti pertence toda a Glória, toda a Honra e toda Adoração, Pai, Filho e Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

Quinta Oração

Senhor, que em Tuas mãos imaculadas conténs todas as coisas, que és magnânimo para com todos nós, que lamentas as nossas iniquidades, lembra-Te da Tua compaixão e piedade e protege-nos segundo a Tua bondade Concede também a graça de escaparmos, neste dia, às maquinações de toda espécie do Maligno e preserva-nos de todas as ciladas, pela graça do Teu Espírito Santo.

Pela misericórdia e amor pelo homem de Teu Filho único, com o qual és bendito, bem como do Teu Espírito Santo, bom e vivificante, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

Sexta Oração

Ó Deus infinitamente grande e admirável, que, na Tua providência, governas todas as coisas com uma bondade incompreensível, que nos destes os bens temporais e, pelos bens já concedidos, um penhor do Reino prometido, Tu que, durante este dia, nos concedeste evitássemos todo o mal, faz que vivamos fora do pecado o resto da nossa vida, em presença da Tua Santa Glória, e cantemos o Único Deus, bom e amigo do homem.

Pois Tu és o nosso Deus e nós Te damos Glória, Pai, + Filho e Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

Sétima Oração

Ó Deus grande e sublime, o Único Imortal, que habitas na Luz inacessível, que criaste o Universo com sabedoria, que separaste a luz das trevas, que estabeleceste o Sol para presidir ao dia, a Lua e as estrelas para presidirem à noite, que nos julgaste dignos, ainda que pecadores, de nos apresentarmos, nesta hora, diante da Tua Face, para Te louvarmos e oferecermos o hino vespertino, Tu mesmo, ó Amigo do homem, faz que a nossa oração se eleve a Ti como o incenso e recebe-a como um perfume de suavidade espiritual. Concede-nos que passemos, na paz, esta tarde e a noite que se aproxima, reveste-nos com as armas da luz, livra-nos dos terrores noturnos que se propagam nas trevas e faz que o sono que nos concedes para refazermos as nossas forças seja isento de toda a inspiração diabólica. Sim, Mestre, primogênito de todas as criaturas e dispensador de todos os bens, faz que, penetrados de arrependimento, nos nossos leitos, nos lembremos do Teu Nome e, guiados pelos Teus mandamentos, nos levantemos com a alegria no coração para glorificarmos a Tua bondade e suplicarmos a Tua misericórdia para as nossas próprias faltas e para os erros do Teu Povo que Te pedimos protejas, pelas orações da Santa Mãe de Deus.

Pois Tu és um Deus bom e amigo do homem e nós Te damos glória, Pai, Filho e Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

A Grande Litania

Diácono: Em Paz, oremos ao Senhor.

Coro: Gospodi pomiluj!

Para que Ele nos conceda a Paz celeste e a salvação das nossas almas, oremos ao Senhor.

Para que reine a Paz no Universo, pela prosperidade das Santas Igrejas de Deus e pela união de todos, oremos ao Senhor.

Por esta santa Igreja e por todos os que nela entram com fé, devoção e temor de Deus, oremos ao Senhor.

Pelo episcopado Ortodoxo da Igreja Russa, pelo nosso Reverendíssimo Senhor Metropolita Lauro, primaz da Igreja Russa no exílio, pelo nosso Reverendo Senhor Bispo Alexandre, pela venerável ordem dos Presbíteros e Diáconos em Cristo, por todo Clero e Fiéis Ortodoxos, oremos a Senhor.

Por esta cidade, por todas as cidades e países e pelos Fiéis que aí vivem na Fé, oremos ao Senhor.

Pelos tempos favoráveis, pelos dias de paz e pela abundância dos frutos da terra, oremos ao Senhor.

Por aqueles que viajam por mar, terra e ar, pelos doentes e aflitos, pelos prisioneiros e pela sua salvação, oremos ao Senhor.

Para que sejamos afastados da aflição, da tristeza, das vinganças do próximo, de todos os perigos, doenças e necessidades, oremos ao Senhor.

Protege-nos, salva-nos, Senhor, tem piedade de nós e defende-nos pela Tua graça.

Invocando a nossa Toda Santa, Toda Pura, Bendita e Gloriosa Soberana, a Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, assim como todos os Santos, entreguemo-nos todos e cada um de nós, em cada instante da nossa vida, a Cristo, nosso Deus.

Coro: A Ti, Senhor!

Presbítero: Pois a Ti pertence toda a Glória, Honra e Adoração, Pai, Filho e Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos.

Coro: Amém!

 

O Décimo oitavo Catisma

do Saltério

No começo do catisma, o sacerdote vai à mesa da protese, toma o Pão Presantificado, e o põe na patena com grande devoção. Logo coloca vinho e água no santo cálice como sempre mas nada diz. Tomando o turíbulo, incensa a estrela e os véus, e cobre com eles a patena e o cálice, sem dizer nada mais que: Pelas orações de nossos santos pais, ó Cristo nosso Deus, tem piedade de nós. Os Dons estão presantificados, e o sacrifício está cumprido.

Mas se o Cordeiro Presantificado é guardado no santo altar, se leva à mesa da protese então: O sacerdote toma o Cordeiro Presantificado, e o põe com grande devoção na patena. Antes e depois de coloca-lo na patena, o sacerdote faz uma grande metanóia. Isto se faz durante a leitura da primeira antífona. Durante a segunda antífona, o sacerdote, precedido do diácono que leva uma vela acesa, incensa ao redor do altar três vezes. Durante a terceira antífona, o sacerdote se prostra ante os santos Dons, e logo colocando a patena na cabeça, e, precedido do diácono que leva uma vela acesa, o leva à mesa da protese. Logo enche de vinho e água no santo cálice como sempre, mas sem dizer nada, e incensa os véus, com os quais cobre a patena e o cálice, sem dizer nada, nem sequer a oração da oblação, somente: Pelas orações de nossos santos pais, ó Cristo nosso Deus, tem piedade de nós.

A Primeira Antífona

Salmo 119 [120] Cântico Gradual

Na minha angústia clamei ao SENHOR, e ele me ouviu. SENHOR, livra a minha alma dos lábios mentirosos e da língua enganadora. Que te dará, ou que te acrescentará a língua enganadora? Flechas agudas do valente, com brasas vivas de zimbro. Ai de mim, que peregrino em Meseque, e habito nas tendas de Quedar. A minha alma bastante tempo habitou com os que detestam a paz. Pacífico sou, mas, em eu falando, eles estão em guerra.

Salmo 120 [121] Cântico Gradual

Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra. Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não tosquenejará. Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel. O SENHOR é quem te guarda; o SENHOR é a tua sombra à tua direita. O sol não te molestará de dia, nem a lua, de noite. O SENHOR te guardará de todo mal; ele guardará a tua alma. O SENHOR guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre.

Salmo 121 [122] Cântico Gradual

Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do SENHOR! Os nossos pés estão dentro das tuas portas, ó Jerusalém. Jerusalém está edificada como uma cidade bem sólida, aonde sobem as tribos, as tribos do SENHOR, como testemunho de Israel, para darem graças ao nome do SENHOR, pois ali estão os tronos do juízo, os tronos da casa de Davi. Orai pela paz de Jerusalém! Prosperarão aqueles que te amam. Haja paz dentro de teus muros e prosperidade dentro dos teus palácios. Por causa dos meus irmãos e amigos, direi: haja paz em ti! Por causa da Casa do SENHOR, nosso Deus, buscarei o teu bem.

Salmo 122 [123] Cântico Gradual

Para ti, que habitas nos céus, levanto os meus olhos. Eis que, como os olhos dos servos atentam para as mãos do seu senhor, e os olhos da serva, para as mãos de sua senhora, assim os nossos olhos atentam para o SENHOR, nosso Deus, até que tenha piedade de nós. Tem piedade de nós, ó SENHOR, tem piedade de nós, pois estamos assaz fartos de desprezo. A nossa alma está sobremodo farta da zombaria daqueles que estão à sua vontade e do desprezo dos soberbos.

Salmo 123 [124] Cântico Gradual

Se não fora o SENHOR, que esteve ao nosso lado, ora, diga Israel: Se não fora o SENHOR, que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra nós, eles, então, nos teriam engolido vivos, quando a sua ira se acendeu contra nós; então, as águas teriam trasbordado sobre nós, e a corrente teria passado sobre a nossa alma; então, as águas altivas teriam passado sobre a nossa alma. Bendito seja o SENHOR, que não nos deu por presa aos seus dentes. A nossa alma escapou, como um pássaro do laço dos passarinheiros; o laço quebrou-se, e nós escapamos. O nosso socorro está em o nome do SENHOR, que fez o céu e a terra.

Aleluia. Aleluia. Aleluia. Gloria a Ti, ó Deus. três vezes

Quando terminam a leitura da primeira antífona, o diácono diz: De novo e em paz oremos ao Senhor.

Coro: Gospodi pomiluj.

Protege-nos e salva-nos, Senhor, tem piedade de nós e defende-nos pela Tua graça.

Invocando a nossa Toda Santa, Toda Pura, Bendita e Gloriosa Soberana, a Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, assim como todos os Santos, entreguemo-nos todos e cada um de nós, em cada instante de nossa vida, a Cristo, nosso Deus.

Coro: A Ti, Senhor.

Oração da Primeira Antífona

Senhor, magnânimo e rico em misericórdia, escuta a nossa oração e atende a nossa súplica; faz que sejamos um sinal de benevolência; conduz-nos pelas sendas da verdade; alegra os nossos corações para que seja temido o Teu Santo Nome, pois Tu és o Único Deus, não havendo outro semelhante a Ti; Tu, Senhor Poderoso, fazes maravilhas e estás sempre pronto a socorrer, consolar e salvar aqueles que esperam no Teu Santo Nome.

Exclamação: Pois que a ti pertencem toda glória, honra e adoração, Pai, Filho e Espírito Santo, agora e sempre, e pelos séculos dos séculos.

Coro: Amém.

A Segunda Antífona

Salmo 124 [125] Cântico Gradual

Os que confiam no SENHOR serão como o monte Sião, que não se abala, mas permanece para sempre. Como estão os montes à roda de Jerusalém, assim o SENHOR está em volta do seu povo, desde agora e para sempre. Porque o cetro da impiedade não permanecerá sobre a sorte dos justos, para que o justo não estenda as mãos à iniqüidade. Faze bem, ó SENHOR, aos bons e aos que são retos de coração. Quanto àqueles que se desviam para os seus caminhos tortuosos, levá-los-á o SENHOR com os que praticam a maldade; paz haverá sobre Israel.

Salmo 125 [126] Cântico Gradual

Quando o SENHOR trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham. Então, a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua, de cânticos; então, se dizia entre as nações: Grandes coisas fez o SENHOR a estes. Grandes coisas fez o SENHOR por nós, e, por isso, estamos alegres. Faze-nos regressar outra vez do cativeiro, SENHOR, como as correntes do Sul. Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria. Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos.

Salmo 126 [127] Cântico Gradual

Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono. Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre, o seu galardão. Como flechas na mão do valente, assim são os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, quando falarem com os seus inimigos à porta.

Salmo 127 [128] Cântico Gradual

Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos! Pois comerás do trabalho das tuas mãos, feliz serás, e te irá bem. A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua mesa. Eis que assim será abençoado o homem que teme ao SENHOR! O SENHOR te abençoará desde Sião, e tu verás o bem de Jerusalém em todos os dias da tua vida. E verás os filhos de teus filhos e a paz sobre Israel.

Salmo 128 [129] Cântico Gradual

Muitas vezes me angustiaram desde a minha mocidade, diga agora Israel. Muitas vezes me angustiaram desde a minha mocidade; todavia, não prevaleceram contra mim. Os lavradores araram sobre as minhas costas; compridos fizeram os seus sulcos. O SENHOR é justo; cortou as cordas dos ímpios. Sejam confundidos e tornem atrás todos os que aborrecem a Sião! Sejam como a erva dos telhados, que se seca antes que a arranquem, com a qual o segador não enche a mão, nem o que ata os feixes enche o braço, nem tampouco os que passam dizem: A bênção do SENHOR seja sobre vós! Nós vos abençoamos em nome do SENHOR! Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, agora e sempre, e pelos séculos dos séculos. Amém.

Aleluia. Aleluia. Aleluia. Gloria a Ti, ó Deus. tres vezes

Depois da segunda antífona, o diácono recita a litania: Em Paz, continuemos sempre a orar ao Senhor.

Coro: Gospodi pomiluj.

Protege-nos e salva-nos, Senhor, tem piedade de nós e defende-nos pela Tua graça.

Coro: Gospodi pomiluj.

Invocando a nossa Toda Santa, Toda Pura, Bendita e Gloriosa Soberana, a Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, assim como todos os Santos, entreguemo-nos todos e cada um de nós, em cada instante de nossa vida, a Cristo, nosso Deus.

Coro: A Ti, Senhor.

Oração da Segunda Antífona

Senhor, não nos acuses no Teu furor nem nos castigues na Tua cólera, mas age para conosco segundo a Tua infinita misericórdia, ó Médico de nossas almas; faz que sejamos guiados pela Tua vontade, ilumina nossos corações para que conheçamos a Tua verdade e concede que vivamos na paz e sem pecado, o fim deste dia e durante toda nossa vida, pelas orações da Santa Mãe de Deus e de todos os Santos.

Exclamação: Pois a Ti pertence a Força, o Reino, o Poder e a Glória, Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos.

Coro: Amém.

A Terceira Antífona

Salmo 129 [130] Cântico Gradual

Das profundezas a ti clamo, ó SENHOR! Senhor, escuta a minha voz! Sejam os teus ouvidos atentos à voz das minhas súplicas. Se tu, SENHOR, observares as iniqüidades, Senhor, quem subsistirá? Mas contigo está o perdão, para que sejas temido. Aguardo o SENHOR; a minha alma o aguarda, e espero na sua palavra. A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas pelo romper da manhã; sim, mais do que aqueles que esperam pela manhã. Espere Israel no SENHOR, porque no SENHOR misericórdia, e nele abundante redenção, e ele remirá a Israel de todas as suas iniqüidades.

Salmo 130 [131] Cântico Gradual

SENHOR, o meu coração não se elevou, nem os meus olhos se levantaram; não me exercito em grandes assuntos, nem em coisas muito elevadas para mim. Decerto, fiz calar e sossegar a minha alma; qual criança desmamada para com sua mãe, tal é a minha alma para comigo. Espere Israel no SENHOR, desde agora e para sempre.

Salmo 131 [132] Cântico Gradual

Lembra-te, SENHOR, de Davi e de todas as suas aflições. Como jurou ao SENHOR e fez votos ao Poderoso de Jacó, dizendo: Certamente, que não entrarei na tenda em que habito, nem subirei ao leito em que durmo; não darei sono aos meus olhos, nem repouso às minhas pálpebras, enquanto não achar lugar para o SENHOR, uma morada para o Poderoso de Jacó. Eis que ouvimos falar da arca em Efrata e a achamos no campo do bosque. Entraremos nos seus tabernáculos; prostrar-nos-emos ante o escabelo de seus pés. Levanta-te, SENHOR, no teu repouso, tu e a arca da tua força. Vistam-se os teus sacerdotes de justiça, e alegrem-se os teus santos.

Por amor de Davi, teu servo, não faças virar o rosto do teu ungido. O SENHOR jurou a Davi com verdade e não se desviará dela: Do fruto do teu ventre porei sobre o teu trono. Se os teus filhos guardarem o meu concerto e os meus testemunhos, que eu lhes hei de ensinar, também os seus filhos se assentarão perpetuamente no teu trono. Porque o SENHOR elegeu a Sião; desejou-a para sua habitação, dizendo: Este é o meu repouso para sempre; aqui habitarei, pois o desejei. Abençoarei abundantemente o seu mantimento; fartarei de pão os seus necessitados. Vestirei de salvação os seus sacerdotes, e os seus santos rejubilarão.

Ali farei brotar a força de Davi; preparei uma lâmpada para o meu ungido. Vestirei os seus inimigos de confusão; mas sobre ele florescerá a sua coroa.

Salmo 132 [133] Cântico Gradual

Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre.

Salmo 133 [134] Cântico Gradual

Eis aqui, bendizei ao SENHOR todos vós, servos do SENHOR, que assistis na Casa do SENHOR todas as noites. Levantai as mãos no santuário e bendizei ao SENHOR. O SENHOR, que fez o céu e a terra, te abençoe desde Sião! Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, agora e sempre, e pelos séculos dos séculos. Amém.

Aleluia. Aleluia. Aleluia. Gloria a Ti, ó Deus. tres vezes

Depois da terceira antífona, o diácono recita a litania: Em Paz, continuemos sempre a orar ao Senhor.

Coro: Gospodi, pomiluj.

Protege-nos e salva-nos, Senhor, tem piedade de nós e defende-nos pela Tua graça.

Invocando a nossa Toda Santa, Toda Pura, Bendita e Gloriosa Soberana, a Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, assim como todos os Santos, entreguemo-nos todos e cada um de nós, em cada instante de nossa vida, a Cristo, nosso Deus.

Coro: A Ti, Senhor.

Oração da Terceira Antífona

Senhor, nosso Deus, lembra-Te de nós, Teus servos indignos, no momento em que invocamos o Teu Santo Nome, para que não sejamos iludidos na nossa esperança, mas concede-nos a graça de tudo aquilo que Te pedimos em ordem à nossa salvação, e julga-nos dignos de Te amarmos, de Te temermos de todo o nosso coração e de sempre fazermos a Tua vontade.

Exclamação: Pois que tu és um Deus bom e amigo do homem, nós Te glorificamos, Pai, filho e Espírito Santo, agora e sempre, e pelos séculos dos séculos.

Coro: Amém.

Logo começam a cantar Senhor, a ti clamo ... e o diácono incensa segundo a ordem de costume. Quando chegam no Glória ... Agora e ... se abrem as portas reais. À Entrada se leva o turíbulo. Quando tem que ler o Evangelho, na festa do templo ou de um Santo, ou durante a Semana Santa, se leva o Livro dos Evangelhos à Entrada. O diácono diz ao sacerdote, Oremos ao Senhor. E o sacerdote lê a Oração de Entrada:

Senhor, a Ti Clamo

Senhor, a Ti clamo, vem em meu auxílio, escuta a minha voz que a Ti se eleva,

E o segundo coro si tem dois: Que a minha oração se eleve como o incenso diante de Ti, e a elevação das minhas mãos como um sacrifício vespertino!

(Salmo 141) Põe, Senhor, uma guarda à minha boca, e sentinelas à porta dos meus lábios! Não deixes inclinar-se o meu coração ao mal, para fazer obras de impiedade com os malfeitores; não, eu não comerei de suas delícias, Que o justo me bata, é caridade, que ele Me censure, mas que o óleo do ímpio jamais me ornamente a cabeça! Sem cessar, eu oponho a minha oração à sua malícia. Os seus juizes são lançados entre as garras do rochedo, então eles compreendem que as minhas palavras eram suaves. "Tal como uma mo fendida contra a terra, assim os nossos ossos se dispersaram à boca do inferno". Para Ti, Senhor, se levantam os meus olhos, em Ti eu me refugio, não desampares a minha alma. Guarda-me das garras da armadilha que armaram contra mim, e das ciladas dos que praticam o mal, Caiam todos os ímpios em suas próprias redes, e que eu continue o meu caminho.

(Salmo 142) Com a minha voz clamei ao Senhor, com a minha voz ao Senhor supliquei. Derramei a minha queixa perante a Sua Face, expus-Lhe todas as minhas angustias. Na hora em que o meu espírito desfaleceu, Tu conheceste o meu caminho. Na senda em que eu andava, ocultaram-me um laço. Olhei para a minha direita e vi que não havia quem me conhecesse. Não houve para mim um refúgio, ninguém cuidou da minha alma. A Ti, Senhor, clamei e disse: Tu és o meu refúgio e a minha herança na terra dos viventes. Escuta a minha súplica, pois sinto-me muito abatido. Livra-me daqueles que me perseguem, pois eles são mais fortes do que eu. Tira a minha alma da prisão, para que possa louvar o Teu Nome. Os justos virão circundar-me, quando me concederes esta graça.

(Salmo 130) Do fundo do abismo, clamo a Ti, Senhor, Senhor, escuta a minha oração. Estejam Teus ouvidos atentos à voz da minha súplica. Se tiveres em conta os nossos pecados, Senhor, Senhor, quem poderá subsistir diante de Ti? Mas em Ti está o perdão dos pecados, para que, reverentes, Te sirvamos. Eu confio no Senhor, e minha alma tem confiança em Sua palavra. Minha alma anseia pelo Senhor, mais do que os vigias pelo romper da manha, Mais do que os vigias pelas aurora, espere Israel pelo Senhor. Porque no Senhor há misericórdia, e abundante redenção, Ele mesmo há de redimir Israel de todas as suas iniquidades.

(Salmo 117) Louvai ao Senhor todas as nações, louvai-o todos os povos, Porque sem limites é a Sua misericórdia para conosco e a fidelidade do Senhor permanece para sempre. Aleluia! Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo agora e sempre e pelos séculos dos séculos, Amém! E se canta o dogmático ou o theotokion próprio.

Sacerdote: A tarde, de manhã e ao meio-dia, nós Te louvamos, nós Te bendizemos, nós Te damos graças e humildemente Te suplicamos, ó Senhor de todas as coisas: faz subir a nossa oração como o incenso à Tua presença, desvia os nossos corações das palavras e projetos iníquos, livra-nos daqueles que perseguem as nossas almas, pois é para Ti que se elevam os nossos olhares e é em Ti que depositamos toda nossa esperança; não permitas, Senhor, nosso Deus, que sejamos confundidos.

Pois a Ti pertencem toda glória, honra e adoração, Pai, Filho e Espírito Santo, agora e sempre, e pelos séculos dos séculos. Amém

Diácono: Sapiência. De pé.

Coro: Ó Luz jubilosa da santa Glória do Pai Celeste, Imortal, Santo e Bem aventurado, Senhor Jesus Cristo, chegados ao por dos sol, contemplando a luz vespertina, nós cantamos o Pai e o Filho e o Espírito Santo de Deus. É digno que em todo tempo Te louvemos com vozes puras ó Filho de Deus, que dás a vida: todo o Universo Te dá glória. Amém! Aleluia.

 

 

Depois da conclusão dos versos e respostas, o diácono exclama: Sapiência. Estejamos atentos. E o coro canta Luz jubilosa...

Diácono: Estejamos atentos. Sacerdote: A Paz esteja convosco.

Leitor: E com teu espírito.

Diácono: Sapiência. E o leitor lê o primeiro prokímenon.

Diácono: Sapiência. Leitor: Leitura do Livro da Gênesis. E o diácono: Estejamos Atentos.

Depois da leitura, diz o diácono: Sapiência, e o leitor lê o segundo prokímenon. A sua conclusão, o diácono exclama: Ordena

O sacerdote, tomando uma vela acesa e o turíbulo nas mãos, volta-se para o oriente, diz em voz alta: Sapiência. De pé.

E, voltando-se ao ocidente, em direção ao povo, diz:

A Luz de Cristo é manifestada a todos.

Leitor: Leitura do Livro dos Provérbios.

Diácono: Estejamos Atentos.

E o leitor lê a segunda leitura. Se é um dia quando há vigília ou polyéleon, se lêem as parábolas da festa ou do Santo. A sua conclusão, o sacerdote diz: A Paz esteja contigo.

Diácono: Sapiência.

Que a minha oração se eleve a Ti

O sacerdote, estando diante do santo altar, incensa enquanto cantam Que a minha oração . . ., Senhor, a Ti clamo ... E Põe, Senhor, uma guarda... logo vai à mesa da protese e enquanto cantam "Não deixes inclinar-se o meu coração " incensa os santos Dons. Logo dá o turíbulo ao diácono e volta e se prostra diante do altar enquanto cantam pela última vez Que a minha oração... Logo, por costume geral, o sacerdote recita a

Oração de Santo Efrén Sirio:

Logo se ocorre a festa de um Santo ou a festa do templo em um dia de quaresma, o diácono ou o sacerdote diz, Estejamos Atentos, e o leitor lê o prokímenon da epístola. Logo lê a epístola. Se canta depois Aleluia e se lê o Evangelho. Se fecham as portas reais.

Litania:

Diácono: Digamos com toda a nossa alma e com todo o nosso espírito.

Coro: Gospodi, pomiluj.

Senhor Todo-Poderoso, Deus dos nossos Pais, nós Te pedimos: escuta-nos e tem piedade de nós.

Tem piedade de nós, ó Deus, segundo a Tua grande misericórdia; nós Te suplicamos: escuta-nos e tem piedade de nós.

Coro: Gospodi, pomiluj. três vezes

Pelo episcopado Ortodoxo da Igreja Russa, pelo nosso Reverendíssimo Senhor Metropolita Lauro, primaz da Igreja Russa no exílio, pelo nosso Reverendo Senhor Bispo Alexandre, oremos a Senhor.

Oremos pela nossa Pátria e por aqueles que a governam.

Pela venerável ordem dos Presbíteros e Diáconos em Cristo, por todo Clero e Fiéis Ortodoxos, oremos a Senhor.

Oremos pelos Bem-aventurados Patriarcas Ortodoxos, de memória eterna, pelos devotos reis e rainhas pelos fundadores desta santa Igreja, pelos nossos pais e irmãos defuntos que aqui repousam e em toda a parte e por todos aqueles que no mundo inteiro professam a verdadeira Fé.

Oremos pelos servos de Deus que habitam esta cidade, pedindo ao Senhor que lhes conceda a misericórdia, a vida, a paz, a saúde, a salvação, a proteção e a remissão dos seus pecados.

Oremos ainda por aqueles que oferecem os seus dons e os seus bens a esta santa e venerável igreja, por todos aqueles que nela desempenham uma função, que nela cantam, e por todo o Povo presente que confia na Tua imensa misericórdia.

Sacerdote: Senhor, nosso Deus, baixa o olhar sobre nós e sobre o Teu povo e digna-Te aceitar a fervorosa súplica dos Teus servos.

Exclamação: Pois que Tu és um Deus cheio de Amor e Bondade pelos homens, nós Te glorificamos, Pai, Filho e Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos.

Coro: Amém.

E o diácono recita esta litania: Catecúmenos, orai ao Senhor.

Coro: Gospodi, pomiluj.

Fiéis, oremos pelos Catecúmenos.

Para que o Senhor neles manifeste a Sua misericórdia.

Para que os instrua na palavra da Verdade.

Para que lhes revele o Evangelho da Justiça.

Para que os acolha na Sua Igreja Santa, Católica e Apostólica.

Protege-os e salva-os, Senhor, tem piedade e defende-os pela Tua graça.

Catecúmenos, inclinai a cabeça diante do Senhor, nosso Deus

Coro: Diante de Ti, Senhor.

Sacerdote: Ó Senhor, nosso Deus, Criador e ordenador de todas as coisas, que queres que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade, baixa o olhar sobre os Teus servos catecúmenos. Afasta-os dos erros antigos e preserva-os do inimigo. Ilumina-lhes as almas e os corpos, agregando-os à Tua Igreja Santa pela qual o Teu Santo Nome é invocado.

Exclamação: A fim de que eles, juntamente conosco, glorifiquem o Teu Santo Nome, Pai, Filho e Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos.

Coro: Amém.

E o sacerdote desdobra o antimension.

Diácono: Retirai-vos. Catecúmenos. Que não fique nenhum catecúmeno. Nós, Fiéis, em Paz, continuemos sempre a orar ao Senhor

Esta despedida se diz somente até a quarta feira da quarta semana de Quaresma. Desse dia em diante o sacerdote diz A fim de que eles, juntamente conosco. . . e o diácono diz as petições seguintes:

Retirai-vos. Catecúmenos. Que não fique nenhum catecúmeno. Vós todos os que sois admitidos a Iluminação, aproximai-vos. Orai vós todos os que sois admitidos à Iluminação.

Coro: Gospodi, pomiluj.

Fiéis, oremos pelos irmãos que são preparados para a santa Iluminação e pela sua salvação.

Oremos para que o Senhor os fortifique e lhes dê coragem.

Oremos ao Senhor pare que Ele os ilumine com a luz da sabedoria e da piedade.

Oremos ao Senhor para que Ele os julgue dignos de receberem, no tempo oportuno, o banho da regeneração, a remissão de seus pecados e a veste da imortalidade.

Oremos ao Senhor para que Ele os faça renascer pela água e pelo Espírito.

Oremos ao Senhor para que Ele lhes conceda a plenitude de Fé.

Oremos ao Senhor para que Ele os entregues ao Seu rebanho santo e eleito.

Protege-os, salva-os, Senhor, tem piedade e defende-os pela Tua graça.

Vós que vos preparaste para a Iluminação, inclinai a cabeça diante do Senhor, nosso Deus.

Sacerdote: Faz brilhar, Senhor, a luz da Tua Face sobre aqueles que são preparados para a santa Iluminação e que desejam ardentemente que deles seja afastada a mancha do pecado; ilumina-lhes o espírito; confirma-os na Fé; consolida-os na esperança, aperfeiçoa-os na caridade; faz deles membros preciosos do Teu Cristo que Se entregou em resgate das suas almas.

Exclamação: Pois que Tu és, Senhor, a nossa Iluminação, nós Te glorificamos, Pai, Filho e Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos.

Coro: Amém.

Diácono: Retirai-vos vós todos os que vos preparais para a Iluminação, Retirai-vos Catecúmenos. Que não fique nenhum Catecúmeno. Nós, Fiéis, em Paz, continuemos sempre a orar ao Senhor.

Coro: Gospodi, pomiluj.

Diácono: Protege-nos, salva-nos, Senhor, tem piedade de nós e defende-nos pela Tua graça.

Coro: Gospodi, pomiluj.

Diácono: Sapiência.

Sacerdote: Ó Deus grande e digno de todo o louvor, que, pela morte vivificante de Teu Cristo, nos fizeste passar da corrupção à incorruptibilidade, liberte os nossos sentidos das paixões mortíferas, inclina-os para as obras boas e dá-lhes por guia para o bem e a razão interior: que a vista se abstenha de todo o olhar perverso, que o ouvido seja inacessível às palavras vãs, que a língua se veja livre de toda a palavra inconveniente; purifica os nosso lábios, Senhor, para que Te louvem dignamente; faz que as nossas mãos se abstenham de toda a obra má e não executem senão aquelas que Te comprazem; guarda todos os nossos membros e o nosso entendimento pela Tua graça.

Exclamação: Pois a Ti pertence toda a Glória, Honra e Adoração, Pai, Filho e Espírito Santo, , agora e sempre e pelos séculos dos séculos.

Coro: Amém.

Diácono: De novo e sem cessar, oremos em Paz ao Senhor.

Coro: Gospodi, pomiluj

(Para que Ele nos conceda a Paz celeste e a salvação das nossas almas, oremos ao Senhor).

Para que reine a Paz no Universo, pela prosperidade das Santas Igrejas de Deus e pela união de todos, oremos ao Senhor.

Por esta santa Igreja, e por todos que nela entram com fé, devoção e temor de Deus, oremos ao Senhor.

Diácono: Protege-nos, salva-nos, Senhor, tem piedade de nós e defende-nos pela Tua graça.

Coro: Gospodi, pomiluj

Diácono: Sapiência.

Sacerdote: Senhor Santo, rico em misericórdia, nós Te suplicamos tenhas compaixão de nós, pecadores, e nos tornes dignos de acolhermos o Teu Filho Único, nosso Deus, o Rei da Glória, pois o Seu Corpo imaculado e o Seu Sangue vivificante fazem, neste momento, a sua entrada solene, para serem depostos neste místico Altar, invisivelmente escoltados pelos coros angélicos. Concede-nos que deles comunguemos sem perigo de condenação, a fim de que, fortalecidos por Eles os olhos da nossa inteligência, nos tornemos filhos da luz e do dia.

Exclamação: Pela graça do Teu Cristo com o qual és bendito, com Teu Espírito Santo, Bom e Vivificante, agora e sempre e pelos séculos dos séculos.

Coro: Amém.

Coro:

Agora os Poderes celestes celebram invisivelmente conosco, pois eis que se aproxima o Rei da Glória. Eis que o Sacrifício místico já plenamente realizado avança com a sua escolta angélica. Aproximemo-nos com fé e amor, a fim de participarmos na Vida Eterna. Aleluia. Aleluia. Aleluia.

Enquanto se canta isto, o diácono entra no santuário pela porta norte e abre as portas reais. Logo incensa o altar, a santa protese, e ao sacerdote. E juntos diante do altar, dizem: Agora, os poderes celestes... três vezes.

E tendo feito três prostrações, vão à protese, e o sacerdote toma o aer, e o põe sobre o ombro esquerdo do diácono,- logo toma a patena com os Divinos Mistérios na mão direita, e a segura na altura da cabeça; e toma o cálice que contém vinho na esquerda.

O diácono, levando o turíbulo e uma vela, vai adiante incensando freqüentemente. Saem pela porta norte e fazem a Entrada como na Liturgia de São João Crisóstomo, mas sem dizer nada. Tendo entrado, o sacerdote coloca os Mistérios como de costume sobre o altar, e tira os véus dos Dons e os cobre com o aer, sem dizer nada. Põe os véus de lado, e incensa os Dons.

Sacerdote:

Oração de Santo Efrén Sirio:

Se fecham as portas reais, e se fecha a cortina mas somente até a metade. O diácono, tomando permissão do sacerdote, sai para seu lugar de costume e diz as petições seguintes:

Completemos a nossa oração vespertina ao Senhor.

Coro: Gospodi, pomiluj.

Pelos preciosos Dons que foram oferecidos e presantificados, oremos ao Senhor.

Para que o Senhor, tendo-Os aceite sobre o Seu santo Altar, lá nas alturas como um perfume de espiritual suavidade, nos conceda em troca a Sua divina graça e o dom do Espírito Santo, oremos ao Senhor.

Para que sejamos livres de toda aflição, perigo e necessidade, oremos ao Senhor.

Protege-nos, salva-nos, Senhor, tem piedade de nós e defende-nos pela Tua graça.

Peçamos que esta noite inteira seja perfeita, santa, vivida em paz e sem pecado.

Coro: Concede, Senhor

Peçamos ao Senhor um Anjo de Paz, guia fiel e guardião das nossas almas e dos nossos corpos.

Peçamos ao Senhor o perdão e a remissão dos nossos pecados.

Peçamos ao Senhor aquilo que é bom e útil às nossas almas e que a Paz reine no Universo.

Peçamos ao Senhor a graça de passarmos o resto da vida na Paz e na penitência.

Peçamos ao Senhor uma morte cristã e serena, sem dores nem vergonhas, e que uma sentença favorável nos seja concedida no temível tribunal de Cristo.

Nós que pedimos pela unidade da Fé e da Comunhão do Espírito Santo, entreguemo-nos todos e cada um de nós, em cada instante de nossa vida, a Cristo, nosso Deus.

Coro: A Ti, Senhor.

Sacerdote: Ó Deus dos mistérios inefáveis e invisíveis, em quem estão escondidos os tesouros da sabedoria e do conhecimento, que nos revelaste o serviço desta Liturgia e que, pelo Teu grande amor pelos homens, nos confiaste o poder sagrado de Te oferecermos dons e sacrifícios espirituais pelos nossos pecados e pelos erros do Teu Povo; Tu, Rei invisível que operas maravilhas imensas e inacessíveis, gloriosas, extraordinárias e inumeráveis, baixa o olhar sobre nós. Teus indignos servos que juntamente com os Querubins estamos diante deste Altar sobre o qual repousa o Teu Filho Único sob estes mistérios temíveis. Depois de nos teres libertado de toda a impureza, a nós e a todo o Teu Povo fiel, santifica as nossas almas e os nossos corpos com uma bênção indelével, a fim de que, participando nestes divinos Mistérios, com uma consciência pura, um rosto sem motivos para se ruborizar e um coração iluminado, vivifica dos por Eles, nós nos unamos ao próprio Cristo, Deus verdadeiro, que disse: Aquele que come a Minha Carne e bebe o Meu Sangue permanece em Mim e Eu nele. Assim, o Teu Verbo habitando em nossa alma e aí fazendo a Sua morada, nos tornemos o templo do Teu Santo e adorável Espírito, livres de toda a ação diabólica que se exerce na nossa vida, no nosso trabalho, na nossa conversação e no nosso pensamento, e obtenhamos os bens que nos prometeste na companhia de todos os San tos que, desde o dealbar dos séculos, cumpriram; a Tua vontade.

Exclamação: Torna-nos dignos, Senhor, de ousarmos, com toda a confiança e sem perigo de condenação, invocar-Te como Pai a Ti que estás nos Céus e Te dizer:

Todos: Pai nosso, que estás nos Céus, Santificado seja o Teu Nome, Venha a nós o Teu Reino, Seja feita a Tua Vontade, Assim na Terra como no Céu. O Pão nosso de cada dia nos dá hoje, Perdoa-nos as nossas dívidas, Assim como nós perdoamos aos nossos devedores, E não nos deixes cair em tentação, Mas livra-nos do Maligno.

Sacerdote: Pois a Ti pertence o Reino, o Poder e a Glória, Pai, Filho e Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos.

Coro: Amém.

Sacerdote: A Paz esteja convosco.

Coro: E com teu espírito.

Diácono: Inclinemos a cabeça diante de Deus.

Coro: Diante de Ti, Senhor.

O sacerdote, inclinando a cabeça, reza: Ó Deus, cheio de bondade e de piedade, que habitas no mais alto dos Céus e não desprezas as mais humildes criaturas, baixa o olhar misericordioso sobre o Teu povo e protege-o. Faz-nos dignos a todos nós de participarmos, sem perigo de condenação, nestes Teus vivificantes Mistérios, pois é diante de Ti que inclinamos a cabeça, confiantes na Tua infinita misericórdia.

Exclamação: Pela graça, misericórdia e amor pelos homens do Teu Filho Único, com Ò qual és bendito com o Espírito Santo, Bom e Vivificante, agora e sempre e pelos séculos dos séculos.

Coro: Amén.

O sacerdote reza: Senhor Jesus Cristo, nosso Deus, do alto da Tua santa morada e do glorioso trono de glória do Teu Reino, baixa o olhar sobre nós e vem santificar-nos. Tu que estás sentado à direita do Pai e estás aqui invisivelmente presente conosco. Digna-Te distribuir-nos, da Tua mão poderosa, o Teu Corpo imaculado e o Teu Sangue precioso, e, por nós, a todo o Teu povo.

O sacerdote e o diácono fazem três reverencias, dizendo: Deus, purifica-me a mim, pecador. Três vezes.

Os divinos Dons permanecem cobertos, e o sacerdote introduz a mão debaixo do aer e toca o Vivificante Pão com muita atenção e temor.

Diácono: Estejamos Atentos.

Sacerdote: Os Santos Dons presantificados aos santos

Coro: Um só é Santo, um só é o Senhor, Jesus Cristo, para a glória de Deus Pai. Amém.

Logo se fecha completamente a cortina e o sacerdote tira o aer dos santos Dons. O diácono entra no santuário, e, estando junto ao sacerdote, diz: Fraciona, Mestre, o Pão Sagrado. O sacerdote, parte-O em quatro partes com atenção e com reverencia, diz:

O Cordeiro de Deus é partido e distribuído; é partido mas não dividido, comido mas nunca consumido, santificando aqueles que O recebem em comunhão.

Põe uma parte no cálice sem dizer nada. Logo, o diácono derrama água fervente no cálice, e se afasta sem dizer nada.

Enquanto isso o coro canta a Comunhão: Saboreai e vede quanto o Senhor é bom. Aleluia. Aleluia. Aleluia.

Se foi lida a Epístola e o Evangelho de um Santo ou do Templo, a outra Comunhão também se canta.

O sacerdote diz: Diácono, aproxima-te.

E o diácono se aproxima fazendo uma reverencia profunda y pedindo perdão, e diz: Eis que me aproximo de Cristo, Rei imortal e nosso Deus. Dá-me, Mestre, o precioso e santo Corpo de nosso Senhor, Deus e Salvador Jesus Cristo, para a remissão dos meus pecados e para a vida eterna.

O sacerdote, tomando uma porção dos santos Mistérios, a dá ao diácono, dizendo: O servo de Deus e diácono N comunga o precioso e santíssimo Corpo de nosso Deus e Salvador Jesus Cristo, para a remissão dos seus pecados e para a vida eterna.

E o diácono, havendo beijado a mão, recebe os santos Dons e se afasta e vai para detrás do Altar, e inclinando a cabeça, reza, assim como o sacerdote, dizendo: Creio e confesso, Senhor... e o resto, se encontra abaixo. Do mesmo modo o sacerdote toma uma porção dos santos Mistérios e diz: Servo de Deus e Presbítero N comungo o precioso e santíssimo Corpo do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo, para a remissão dos meus pecados e para a vida eterna. E inclinando a cabeça, reza, dizendo:

Creio e confesso, Senhor, que Tu és, em verdade, o Cristo, Filho de Deus Vivo, vindo a este mundo salvar os pecadores, dos quais eu sou o primeiro. Creio também que estes Dons são o Teu santíssimo e puríssimo Corpo e o Teu Sangue venerável e precioso. Aceita-me hoje, Senhor, à Tua mística Ceia como um conviva, ó Filho de Deus, pois eu não desvendarei os Teus Mistérios aos Teus inimigos, eu não Te darei um beijo como Judas, mas, como o bom ladrão, eu Te confesso: lembra-Te de mim, Senhor, no Teu Reino. Que a recepção dos Teus Santos Mistérios, Senhor, não seja para mim motivo de julgamento e de condenação, mas sirva para a cura da minha alma e do meu corpo. Senhor, eu não sou digno de que entres em mim, mas diz uma só palavra e minha alma será salva.

E assim participam dos santos Mistérios com temor e com toda atenção. O sacerdote, tomando a esponja, limpa as mãos, dizendo, Glória a Ti, ó Deus, três vezes. E tendo beijado a esponja, a coloca para o lado. E tomando o santo cálice com o véu nas duas mãos, bebe dele, sem dizer nada. Logo enxuga a boca e o santo cálice com o véu, e põe o santo cálice sobre o altar. E tendo tomado o antidoron, lava as mãos e os lábios. E o diácono não bebe do cálice agora, só depois da Oração de detrás do Ambão, e depois de consumir as partes restantes dos santos mistérios.

Se o sacerdote celebra sem diácono, depois de ter participado dos santos Mistérios, não bebe do cálice, nem toma o antidoron, mas o faz depois de consumir os santos Mistérios. O diácono, tomando a patena, põe os santos Dons no cálice, e tendo feito três reverencias, abre as portas reais, e tomando do sacerdote o santo cálice, voltando-se para o povo, diz: Aproximai-vos com fé, caridade e temor de Deus.

Coro: Bendirei o Senhor em todo tempo; o Seu louvor estará sempre na minha boca. Saboreai e vede como o Senhor é bom. Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Segue a comunhão dos fiéis como na Liturgia de São João, Crisóstomo.

Sacerdote: Salva, Senhor, o Teu Povo e abençoa a Tua herança.

E o sacerdote, tendo incensado os santos Dons, entrega o turíbulo ao diácono, e tomando a patena, a dá ao diácono, que a leva a altura da cabeça, e olhando para as portas reais sem dizer nada, vai a mesa da Protese e ali a deposita. O sacerdote, tendo feito uma reverencia, toma o santo cálice, e voltando-se para o povo, diz secretamente: Bendito seja nosso Deus,

Exclamação: Eternamente, agora e sempre, e pelos séculos dos séculos.

Coro: Amém.

Leva o cálice à mesa da Protese.

Coro: Amém! Que os nossos lábios Senhor, estejam cheios do Teu louvor para cantarmos a Tua glória, pois Tu nos tornaste dignos de participar nos Teus Mistérios Santos, divinos, imortais e vivificantes. Guarda-nos Tua santidade, a fim de que, durante todo o dia, pratiquemos a Tua justiça. Aleluia! Aleluia! Aleluia!.

Diácono: De pé. Tendo participado nos Santos, Divinos, Puros, Imortais, Celestes e Vivificantes Mistérios, agradeçamos dignamente ao Senhor.

Coro: Gospodi, pomiluj.

Protege-nos, salva-nos, Senhor, tem piedade de nós e defende-nos pela Tua graça.

Tendo pedido que esta noite inteira seja perfeita, santa, vivida em Paz e sem pecado, entreguemo-nos todos e cada um de nós, em cada instante da nossa vida, a Cristo, nosso Deus.

Coro: A Ti, Senhor.

Sacerdote: Nós Te damos graças, ó Salvador e Senhor de todas as coisas, por todos os bens que nos concedeste pela comunhão do Santo Corpo e Sangue de Teu Cristo. Mestre e amigo do homem, protege-nos à sombra das Tuas asas e concede-nos que até ao derradeiro instante da nossa vida, participemos nos Teus Mistérios Santos, para a luz da nossa alma e do nosso corpo, para a herança do Reino celeste.

Exclamação: Pois que Tu és, Senhor, a nossa santificação, nós Te glorificamos, Pai, Filho e Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos.

Coro: Amém.

Sacerdote: Retiremo-nos em Paz.

Coro: Em nome do Senhor.

Diácono: Oremos ao Senhor.

Coro: Gospodi, pomiluj.

A Oração do Ambão

Sacerdote: Mestre Todo Poderoso, que criaste tudo com sabedoria, que pela Tua inefável providência e infinita bondade nos conduziste nestes dias à purificação das nossas almas e dos nossos cornos, ao domínio das nossas paixões, à esperança da nossa ressurreição; Tu que, em quarenta dias, gravaste nas tábuas da Lei os caracteres divinos para o Teu servo Moisés, concede-nos também, em Tua bondade, combater o bom combate e levar a bom. termo o tempo do jejum, guardar a integridade da Fé, esmagar a cabeça dos dragões invisíveis, sair vitoriosos do pecado e conseguir, sem perigo de condenação, adorar também a Tua santa Ressurreição, pois bendito, glorificado, venerável e magnífico é o Teu Santo Nome, Pai, Filho e Espirito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos.

Coro: Amém. Bendito seja o Nome do Senhor, agora e sempre e pelos séculos dos séculos, três vezes Gloria ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, agora e sempre, e pelos séculos dos séculos. Amém E o Salmo 34: Louvarei ao Senhor em todo tempo...

Oração Dita ao Consumir os Santos Dons. Sacerdote: Senhor, nosso Deus que nos guiaste neste tempo da salvação e fizeste que comungássemos dos Teus temíveis Mistérios, agrega-nos ao Teu rebanho espiritual e torna-nos herdeiros do Teu Reino, agora e sempre, e pelos séculos dos séculos. Amém

Exclamação: A benção do Senhor, na Sua divina graça e no Seu amor pelos homens, desça sobre vós, em todo o tempo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos.

Coro: Amém.

Sacerdote: Glória a Ti, ó Cristo, nosso Deus e nossa esperança, glória a Ti.

Coro: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! Gospodi pomiluj, Gospodi pomiluj, Gospodi pomiluj! Mestre, dá-nos a Tua benção.

Sacerdote: Que Cristo, nosso verdadeiro Deus, pelas intercessões de sua imaculada Mãe, e o demais segundo o dia da semana, e também menciona o nome do Santo do dia e do templo, de nosso Pai entre os Santos, Gregório Papa de Roma, e de todos os Santos, tenha piedade de nós e nos salve, pois Ele é bom e Amigo dos homens.

Esta despedida se da até a Semana Santa, quando se usa a despedida própria. Depois da despedida, se recitam as orações de ação de graças.

 

Folheto Missionário número P003c

Copyright © 2001Holy Trinity Orthodox Mission

466 Foothill Blvd, Box 397, La Canada, Ca 91011

Editor: Bishop Alexander (Mileant)

(liturgia_presantificados_p.doc, 07-25-2002)

 

 

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